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Tag: warren ellis

Leituras de Junho/2017

Tenho a mania de dizer que junho nunca é um bom mês porque é o mês do meu aniversário e eu fico melancólico e desesperançoso enquanto transito no horizonte de eventos do meu aniversário, tentando não ser engolido pela apatia ou pelo desespero. Mas a verdade é que consegui ter momentos de clareza e não desacelerei a escrita dos meus romances–bateram até ideias para escrever contos avulsos que quero publicar de forma independente e já estou trabalhando neles.

Um dos ensaios do livro A Director Prepares: Seven Essays on Art and Theatre foi, de longe, a leitura mais importante do mês. O ensaio sobre a violência da decisão na arte. O livro faz parte de uma lista que organizei lá no começo do ano com o tema violência em suas mais diversas interpretações, manifestações e significados. Pesquisa para um dos romances em andamento. Devo reler mais algumas vezes nas próximas semanas. As observações da Anne Bogart dialogam muito com aquilo que estou explorando na história.

Leituras de Maio/2017

O mês foi leve em leitura de literatura, mas em compensação tive dias ótimos de escrita nos meus dois romances e eles estão avançando bem.

Como dá para ver ali embaixo, minha lista de leituras em andamento já tá enorme. Vou focar em terminar a maioria daqueles livros antes de começar algum novo–é um impulso bem desgraçado esse de sair pegando leituras novas sem ter completado as antigas. Planejo começar a leitura da minha listinha de cyberpunks (nacionais e internacionais) e escrever sobre eles depois que eu desengarrafar essas leituras em andamento acumuladas.

Contos

> Elektrograd: Rusted Blood, de Warren Ellis. 41 páginas. Publicado por SUMMON Books, 2015. [Goodreads] [Amazon]
> Entre Estantes, de Olívia Pilar. 10 páginas. Publicação independente, 2017. [Goodreads] [Amazon]
> Tempo ao tempo, de Olívia Pilar. 20 páginas. Publicação independente, 2017. [Goodreads] [Amazon]

Aloprando os Algoritmos do Facebook

Lembro de ter criado meu primeiro perfil no Facebook na época do colégio, no meio da adolescência, quando o Orkut ainda tava a todo vapor e o Facebook era um matagal abandonado entupido de badges de resultados de testes desgraçaralhos desses que hoje em dia a gente faz no Buzzfeed. Fiquei com aquele perfil por anos e anos, cultivando o bicho com novas amizades, achando amizades antigas, stalkeando alguém aqui, esfregando algo na cara de alguém ali. Era divertido no começo. Depois o espaço ficou tão tóxico, tão abarrotado de discursos de ódio e elementos supérfluos. Mas aí eu já tinha feito uma página para divulgar meus trabalhos e não queria abandonar aquele meio. Até que mudaram as políticas do site e agora a gente precisava pagar pelo espaço e pela visibilidade, senão os algoritmos engoliriam seus posts para dentro do cu do Zuckerberg. A efetividade tava zero, a eficiência tava zero, a paciência tava zero. Deletei tudo. Deletei post por post antes de deletar o perfil em si, porque senão seu histórico não é devidamente apagado.

A vida pós-Facebook é uma boa vida. Meu estresse caiu pela metade. E meu cérebro não tava mais sendo ocupado com detalhes da vida dos outros que nunca interessou mesmo a ninguém a não ser à própria pessoa.

Pensei: ‘não volto nunca mais’.

Err, só que eu voltei.

As Ferramentas do Trabalho

Eu adoro papear sobre as ferramentas, dispositivos, e gadgets que usamos para executar nosso trabalho—principalmente se o trabalho envolve escrever quantidades obscenas de texto e produzir algum tipo de arte visual que passa pelo digital. Mas eu sou um tecnófilo pobre, então muito eu só conheço de ler/ouvir falar e não de botar as mãos na coisa e experimentar em primeiro plano.

Daí é sempre interessante dar uma espiada no que os artistas que curto estão usando. Mês passado o Warren Ellis apareceu lá no LifeHacker falando das ferramentas que utiliza e dos seus hábitos de trabalho. Computadores, por exemplo, ele usa um Lenovo T440 com touchscreen, um Dell XPS 13 edição de 2015, e um Chromebook Pixel (que eu acho que surpreendeu muita gente). Entra nesse conjunto também um monitor ASUS de 21 polegadas. Um gadget que me chamou a atenção foi o TextBlade (que no momento em que a entrevista foi publicada, ele já tinha comprado o produto e tava esperando chegar). O TextBlade é um teclado portátil, desmontável/reconfigurável, levinho, fininho, wireless, de aço e policarbonato, ímãs de neodímio, com base de silicone. Eu quase babei descobrindo a existência disso.

Eu tô na mesma velha mesa de madeira que eu comprei vinte anos atrás. Não mando uma foto porque ela tá uma bagunça do caralho que me faz parecer um hoarder porque tem um monte de lixo que eu desovei uns meses atrás aqui e ainda não tive tempo de processar.

Compartilho essa dor, Warren.