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Tag: Nnedi Okorafor

Leituras de Agosto/2017 e Setembro/2017

Voltei. Tive um ataque de enxaqueca no começo de setembro que me derrubou bonito. Fiquei mais de uma semana sem conseguir fazer praticamente nada. Depois que a dor passou com três dias de remédio, resolvi desacelerar meu ritmo pelo resto do mês e passar na unidade de saúde do bairro para pedir uns exames e marcar consulta–porque já tem uns oito anos desde que fiz qualquer tipo de exame e não sei como eu tô vivo.

Quero escrever sobre alguns desses livros em posts individuais (The Boss é um romance erótico que me surpreendeu demais por ser tão divertido e tão bom mesmo jogando com vários tropos; Avi Cantor Has Six Months to Live é uma fofura de romance entre dois meninos trans; os contos do André e do Vitor são outros cubinhos de açúcar que também merecem recomendação; Wonder Woman: Warbringer superou minhas expectativas e dei 5 estrelas só porque não pude dar 50; e When Dimple Met Rishi é um sopro de frescor no gênero), então, por enquanto, fiquem com a lista de leitura dos últimos dois meses. Ainda tô bem atrasado na meta de 100 leituras, mas isso não me preocupa muito. O importante é que estou lendo bastante em comparação com os períodos dos últimos anos em que só rolava meia bola de feno entre um livro em janeiro e um quadrinho em dezembro.

Leituras de Julho/2017

I. No começo de julho saiu uma entrevista muito boa com Luiz Bras no Dossiê Ficção Científica da Revista Com Ciência. O papo é sobre os estados, sabores e transformações da FC brasileira e sobre as descobertas e pesquisas científicas que tão mordendo o calcanhar da ficção contemporânea para devorar a realidade. Esse mês terminei de ler seu livro Distrito Federal, que ele comenta na entrevista:

Distrito Federal apresenta muitos enredos paralelos, mas o principal é a corrupção moral na política brasileira. É uma narrativa em que a alta tecnologia encontra o sobrenatural, reforçando a famosa premissa de Arthur C. Clarke: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”. Os dois personagens centrais − um ciborgue possuído por um espírito maligno e uma inteligência artificial sofisticadíssima − desvelam ao leitor uma realidade social perversa, pós-humana, em que a luta de classes ocorre agora também no plano evolutivo.

Gostei muito da maneira como a linguagem utilizada na rapsódia soou como um instrumento de percussão eletrônica que foi hackeado–nas repetições, nas recorrências, nas referências cruzadas, no retorno autossemelhante. Mas não foi um livro que li rápido. Requer algumas intermissões. Deu vontade de ver esse texto adaptado (e expandido?) para algum mamute interativo multimídia ao estilo de Homestuck ou 17776. O volume com ilustrações e capa dura tá muito caprichado.

Leituras de Abril/2017

Já posso dizer que estou cumprindo pelo menos um dos meus objetivos para o ano: ler mais ficção. Talvez pela natureza dos livros, minhas leituras de não-ficção estão andando a passos mais vagarosos, enquanto devoro romances em dois ou três dias e vou preenchendo o tempo entre literaturas com newsletters e artigos em blogs e revistas. Desde que parei de olhar timelines, minha inbox de newsletters não acumula mais como antes. O que eu preciso é fazer um esforço para ler mais contos online. Tenho uma cacetada guardados no Pocket e acabo esquecendo.

Voltei a usar o app do Kindle para PC. Resolvi tentar uma última vez reinstalar o programa e dessa vez o bicho tá funcionando direitinho. Ainda não sei qual foi o problema que bugou da outra vez, mas seja lá o que for, a atualização resolveu.

As imagens que estou usando para ilustrar os posts das leituras mensais são do tumblr People Reading In Movies. Daqueles tumblrs que se já não existissem, eu teria que inventar.