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Tag: James Gleick

Leituras de Outubro/2017 e Novembro/2017

 

Já estamos em dezembro e só agora estou chegando na metade da meta de 100 leituras que estabeleci no Gooreads Goodreads. Mas estou achando ótimo porque não entram naquela contagem vários contos avulsos, quadrinhos e newsletters que devorei ao longo do ano. Ou é isso que eu digo para mim mesmo quando tento me convencer de que li o suficiente sim, obrigado, já olhou pela janela para ver essa tempestade de mijo de demônio que tem acometido o país?

Deixei o Gooreads rabiscado ali porque em vez de erro de digitação, acho que pode ter sido uma mensagem do meu inconsciente se meu inconsciente tiver uma partição compartilhada com um escriba de outra espécie que desenvolveu um sistema linguístico baseado em gosma–por precipitado vegetal ou excreção animal–e por isso o goo em Gooreads. Vai ver o goolfabeto é tátil e para distinguir os ideogramas você precisa ter uma camada de microcerdas nas pontas dos dedos ou demais apêndices para mapear as diferentes texturas. Vai ver o Gooreads é acessado através de uma rede neural coletiva com um nodo em cada colônia de criaturas responsável por gerenciar seu canto do site. Quem é pego insultando os outros em resenhas sem noção tem a impressão digital de suas microcerdas bloqueada e é impedido de acessar o Gooreads. Vai ver o escriba que me contatou está interessado em me ensinar o idioma para que eu possa traduzir a obra de seu povo e então começarmos um intercâmbio interespécie. Vai ver eu aceito.

Essa piração foi trazida para você diretamente do autor que já escreveu sobre nautiloides e estrelas-do-mar se comunicando através de grafluias em 2014 na coletânea Depois do Fim e recentemente sobre sereias e tubareios falando em ▒▓░░▓▓▒▓▒░ (ou a linguagem das sereias que não possui escrita) na coletânea Todas as Cores do Natal [Goodreads] [Amazon].

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A bruxaria que rege a mão esquerda da ciência

Jaime Murray no papel de H. G. Wells no seriado Warehouse 13.

Meu autor de ficção científica favorito da infância foi Jules Verne. Eram dele os livros que eu mais pegava na biblioteca do colégio quando ainda era um pingo de gente. Boa parte das histórias que eu escrevia era fortemente derivada inspirada em Vinte Mil Léguas Submarinas e Viagem Ao Centro Da Terra, os dois extremos–mar a fundo e vulcão adentro–que eu gostaria de explorar. Mas H. G. Wells também se enfiou num cantinho do meu coração antes mesmo que eu pudesse ler algo do autor. Ainda criança, comprei o livro Doenças Mortais da coleção infanto-juvenil Saber Horrível numa feira do colégio. E foi ali, num capítulo sobre infecções, que eu descobri a história de Guerra dos Mundos (onde alienígenas são aniquilados por micróbios terrestres), e fui apresentado a H. G. Wells.

Mas não demorou muito e minha atenção infantil foi capturada por Michael Crichton e Philip Pullman e mais tarde na adolescência por William Gibson e China Miéville. Meu fascínio com H. G. Wells só renasceu esse ano, graças ao seriado Warehouse 13, onde H. G. Wells é uma mulher bissexual e agente da Warehouse que volta à ativa depois de passar mais de um século num estado aprisionado de hibernação. Desde Doctor Who que eu não recuperava meu interesse por histórias de viagem no tempo. Mas como resistir a uma H. G. Wells mulher? Mesmo que no seriado a viagem seja mais uma projeção astral ou possessão mental em vez de viagem temporal corpórea.

No episódio 10 da segunda temporada de Warehouse 13, H. G. Wells explica que a viagem física no tempo é uma impossibilidade e o que sua máquina faz é transferir consciências temporariamente. É um modo de atravessar o continuum do espaço-tempo usando a mente. Ela diz que estava intrigada pela ideia da gestalt, de um coletivo inconsciente, quando teve a ideia para a invenção. E se alguém conseguisse se conectar com a mente de uma pessoa que viveu séculos atrás?, ela indagou. A máquina permite que você use o corpo de uma pessoa do passado, como uma possessão, para ver e sentir o que essa pessoa viu e sentiu. Mas o viajante temporal não pode alterar o passado e a pessoa possuída apaga por 22 horas e 19 minutos.

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Leituras de Fevereiro/2017

Eu costumava ler boa parte dos meus ebooks no aplicativo pra PC do Kindle (não tenho o aparelho). Era o aplicativo que eu achava mais confortável. Quando eu tinha opção de baixar .mobi ou .epub, sempre escolhia .mobi. Até que por algum motivo desconhecido, o aplicativo parou de funcionar. Cheguei a entrar em contato com o suporte técnico da Amazon, mas eles também não tinha a solução. Resultado: abandonei o aplicativo pra PC do Kindle e passei a ler ebooks no Icecream, que eu demorei pra pegar o gosto, mas tá indo. E os ebooks que adquiri pela Amazon, leio no aplicativo pra web.

Eu tinha planejado ler uma série de livros sobre violência em fevereiro e, como vários outros planejamentos que faço na vida, esse também não foi pra frente porque eu mesmo me atropelei com outras leituras abusadas que furaram a fila. Entre elas os livros do Wolfram e do Gleick, que comecei a ler ao mesmo tempo em que comecei a assistir as aulas de um curso de dinâmica não-linear.

Quebrando o ritmo de janeiro, quando li 12 livros, em fevereiro eu completei zero livros. Então essa breve lista será a das leituras em andamento e dos artigos recomendados.

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