Aperte "Enter" para pular para o conteúdo

Tag: Gabriela Martins

Leituras de Dezembro/2017

 

Li pouco mais da metade dos 100 livros que queria ler em 2017. Abandonei apenas um livro sem terminar (Biofobia, do Santiago Nazarian, porque achei ruim mesmo). Outros eu deixei em hibernação para retornar/recomeçar a leitura esse ano. Entre eles: Everything Change: An Anthology of Climate Fiction, organizado por Manjana Milkoreit (acabei atropelando a leitura dele com outros e depois meio que esqueci), Molecular Red: Theory for the Anthropocene, de Kenneth McKenzie Wark (excelente, mas preciso dedicar 120% da minha atenção ou perco metade do significado) e October: The Story of the Russian Revolution, do China Miéville (quero pegar a tradução em formato físico). Dentre autores da gringa que li pela primeira vez em 2017, destacam-se Amelia Gray (com o sensacional livro de contos Gutshot) e Nnedi Okorafor (saí lendo praticamente tudo dela depois de Binti). Dentre autores brasileiros, dois conquistaram todo o meu amor à primeira leitura: Socorro Acioli (com A Cabeça do Santo) e Vitor Martins (com Quinze Dias). Eu não fiz um planejamento de leituras para 2017 e fui me deixando levar por vontades inomináveis e serendipidades descompromissadas. Acabei não lendo muito do que gostaria de ter lido, mas também descobri preciosidades de querer pendurar na parede e ficar admirando com um sorriso rasgado. Ainda não sei o que farei das minhas leituras de 2018–fora o plano de 1. ler bastante ficção escrita por pessoas trans para resenhar no blog do Escreva Trans (juro que ele já tá chegando!) e 2. expandir meu conhecimento de ficção weird. Acho que só isso já dá dois intensivões de estudo para esse ano. Bora?

Relembrando as leituras de: Janeiro | Fevereiro | Março | Abril | Maio | Junho | Julho | Agosto & Setembro | Outubro & Novembro.

Leituras de Outubro/2017 e Novembro/2017

 

Já estamos em dezembro e só agora estou chegando na metade da meta de 100 leituras que estabeleci no Gooreads Goodreads. Mas estou achando ótimo porque não entram naquela contagem vários contos avulsos, quadrinhos e newsletters que devorei ao longo do ano. Ou é isso que eu digo para mim mesmo quando tento me convencer de que li o suficiente sim, obrigado, já olhou pela janela para ver essa tempestade de mijo de demônio que tem acometido o país?

Deixei o Gooreads rabiscado ali porque em vez de erro de digitação, acho que pode ter sido uma mensagem do meu inconsciente se meu inconsciente tiver uma partição compartilhada com um escriba de outra espécie que desenvolveu um sistema linguístico baseado em gosma–por precipitado vegetal ou excreção animal–e por isso o goo em Gooreads. Vai ver o goolfabeto é tátil e para distinguir os ideogramas você precisa ter uma camada de microcerdas nas pontas dos dedos ou demais apêndices para mapear as diferentes texturas. Vai ver o Gooreads é acessado através de uma rede neural coletiva com um nodo em cada colônia de criaturas responsável por gerenciar seu canto do site. Quem é pego insultando os outros em resenhas sem noção tem a impressão digital de suas microcerdas bloqueada e é impedido de acessar o Gooreads. Vai ver o escriba que me contatou está interessado em me ensinar o idioma para que eu possa traduzir a obra de seu povo e então começarmos um intercâmbio interespécie. Vai ver eu aceito.

Essa piração foi trazida para você diretamente do autor que já escreveu sobre nautiloides e estrelas-do-mar se comunicando através de grafluias em 2014 na coletânea Depois do Fim e recentemente sobre sereias e tubareios falando em ▒▓░░▓▓▒▓▒░ (ou a linguagem das sereias que não possui escrita) na coletânea Todas as Cores do Natal [Goodreads] [Amazon].