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Partiu Mundo dos Demônios

O @thegaygamer postou ontem sobre uma Visual Novel com protagonistas lésbicas que tá em processo de arrecadação no Kickstarter. (Por mais que eu assine a newsletter do Kickstarter e siga um punhado de gente que comenta e divulga projetos novos a todo momento, alguma coisa sempre me escapa e eu fico UGH, FOMO!). Visual Novel (ou Romance Visual; e ‘romance’ no sentido de livro, embora enredos de Visual Novels costumam se desenrolar entre vários relacionamentos românticos que o leitor/jogador escolhe ao longo do caminho, então leia-se romances visuais com romance) são abundantes no Japão e muito do que chega aqui é material traduzido. Esse é criação americana.

Starlight Vega é uma fantasia com toques de humor sobre duas meninas humanas que libertam, por acidente, uma mulher-demônio (cabelão vermelho, cauda pontuda, chifres curvados, o pacote completo) de uma gema-prisão & tem um livro mágico que concede acesso físico a memórias—e daí rola toda uma treta entre o mundo dos humanos e Vega, o mundo dos demônios. Como eu tô nessa de experimentar ficção interativa, baixei o demo do jogo (que é bem rudimentar, com as ilustrações de fundo ainda não finalizadas por completo e sem trilha sonora) e curti o ritmo da história. Até porque eu resolvi escolher todas as opções mais irresponsáveis para a pobre da protagonista, clicando que sim, claro, vamos dar uma volta, Mulher-Demônio, por que não, aham, pode dormir aqui no meu quarto sim, chega mais.

O projeto ainda tem 15 dias para fechar e já coletou mais de 11 mil doletas–o objetivo inicial era de 3.550–e já listou & marcou uma boa quantidade de stretch goals, garantindo mais arte (incluindo arte em CG), cenas extras entre os pares românticos, mais bifurcações no enredo de uma personagem secundária, mais música e canções especiais para a trilha sonora; e o próximo stretch goal de 15 mil obamas é para um final alternativo com um relacionamento poli. YES, PLEASE.

Nunca fui de ler Visual Novels, mas acho que é porque eu nunca parei para prestar atenção no gênero (ou devo dizer formato?). Quando era mais nova, eu jogava muito RPG independente daqueles que o pessoal fazia no RPG Maker, e tinha uns que eram bem pesados em texto, bem densos em enredo. Era mais ficção interativa que RPG de fato—com as dimensionalidades emocionais dos personagens roubando a cena das funções mecânicas de batalha e coleta de pontos. Lembro que naquela época eu arrisquei criar um RPG cyberpunk com o texto de um romance inacabado. Nunca completei nenhum dos dois.

LIDO/JOGADO: Demo de Starlight Vega. E depois fui caçar uma Visual Novel completa e peguei don’t take it personally, babe, it just ain’t your story, de Christine Love, que terminei hoje e whoa, merece um texto próprio.

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