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Estou na coletânea “É assim que o mundo acaba”, da Editora Oito e Meio

Ontem saiu a lista de selecionados para a coletânea É assim que o mundo acaba, da editora carioca Oito e Meio. Os 11 escritores escolhidos vão dividir o livro com 10 escritores convidados, que são: André de Leones, Victor Paes, Claudia Nina, Leonardo Villa-Forte, Augusto Guimaraens, Botika, Rodrigo Rosp, Juliana Amato, Cesar Cardoso e Rafael Sperling.

Eu estou entre os escritores selecionados com o conto Castelos de salitre são mais bastardos que o Mesmo do elevador. Sim, é aquele Mesmo da plaquinha. E sim, eu juro que esse título vai fazer sentido dentro da história.

Lá em Maio, quando saiu a chamada para a coletânea, o que capturou minha atenção (além dos nomes dos autores convidados, já que seria ótimo compartilhar uma publicação com eles) foi a proposta, que abordava o fim do mundo de maneira diferente. No post diz: “Não se buscará a hecatombe pirotécnica de Hollywood, mas uma visão mais intimista e literária sobre o tema. Em termos cinematográficos, estaria mais para Melancolia de Lars Von Trier do que para O Dia Depois do Amanhã.

Eu estava trabalhando em alguns textos bem pirotécnicos na época e, de certa forma, estou sempre escrevendo algo barulhento assim, então curti a ideia de mudar os acordes. É interessante dizer também que essa é minha primeira publicação que sai por uma editora que não é focada em literatura fantástica. Meu conto puxa pra FC soft e um pouco pro weird, mas os elementos fantásticos estão ali à serviço dos pensamentos e dramas da narradora-personagem.

Bem, o lançamento da coletânea já tem mês certo, vai rolar em Dezembro, no Rio. E se o mundo acabar mesmo, onde melhor do que num evento literário? (Okay, eu consigo pensar em trocentas situações melhores, metade delas incluindo álcool e sexo, mas vamos ficar com a poética literária da coisa, beleza?).

O que mais andou acontecendo por aí…

♦ A Carolina Mancini, do blog Respirando Arte, fez uma longa e detalhada resenha da coletânea Paradigmas Definitivos, da Tarja Editorial. Sobre o meu conto, Moleque, ela diz:

Já li outros contos desta autora em antologias que, inclusive, resenhei , são elas “Cursed City” e “Deus Ex Machina”. E quando me debrucei sobre “Moleque”, fiquei muito surpresa com o que li. Neste conto Alliah conseguiu unir com perfeição sua grande criatividade e construção ornamentada junto aos mais profundos sentimentos (e gigantescos erros) humanos. Ela construiu dois cenários surreais, profundos, escrotos e fétidos, junto à personagens fantásticos feito alegorias dantescas, desprovidos de suas máscara míticas e véus oníricos, e entregues à imundice física ou corrupta. E tudo isto acompanhando pela perda da inocência. Um conto de se aplaudir.

♦ A Carolina também está fazendo uma promoção no blog. O ganhador leva um exemplar da Paradigmas Definitivos. Vai lá participar!

♦ Escrevi um artigo para o Páginas Noturnas, site de literatura editado pelo Eric Novello, falando sobre a (in)existência do SciFi Strange. Já ouviu falar nesse subgênero? Aqui um pedacinho:

O termo foi inventado pelo escritor americano Jason Sanford, em 2009, num pequeno post em seu blog pessoal, intitulado The Noticing of SciFi Strange. Jason começa o texto avisando que aquilo não é um manifesto, mas apenas uma observação. O autor cita um tuíte de Gareth L. Powell que diz: “Nós já tivemos o New Weird e o Steampunk. Qual será a “próxima grande sensação” na ficção científica?”. E Jason responde afirmando que a “próxima grande sensação” já está acontecendo, e que nós apenas não temos um nome para ela. Resumindo, ele define o SciFi Strange como uma ficção que bebe na fonte da New Wave (a FC soft dos anos 60 e 70) e usa o experimentalismo tanto na forma quanto no contéudo, mas mantendo o caráter de especulação científica, sem cair na fantasia.

O artigo é cheio de referências e sugestões de leitura. Você pode marcar o post e visitar futuramente para ler alguma das histórias linkadas (todas disponíveis online). Só tem ficção excelente, isso eu garanto.

That’s all folks.

Até mais e obrigada pelos peixes!

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