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Categoria: Artes Visuais e Ilustração

Autorretrato

Ou auto-retrato. Um texto bem pessoal e uma pintura da minha cara lá no site do Projeto Auto-Retrato. É, essa daí mesmo que cês tão vendo. Sim, é isso que eu enxergo quando me olho no espelho. Mas só entre 5:15 e 6:32 das manhãs de um sábado. E apenas quando está chovendo fininho. Depois muda. E muda. E muda. E muda.

Um trechinho do texto:

Eu matava aula da escola pra jogar fliperama e ficar com os meninos. Eu matava aula da faculdade pra beber cerveja e ficar com as meninas. Preciso sair de casa antes que a casa caia na minha cabeça. Nunca andei de avião. Tenho sonhos vívidos e pequenas alucinações. Às vezes não sei diferenciar qual é qual.

Leia o texto inteiro.

Já falei que gosto de galhadas?

Autoretrato de Alliah em ilustração digital.

Mais uma ilustração do livro “Para Copacabana, com amor”

O lançamento da coletânea Para Copacabana, com amor foi um sucesso! Os livros da primeira tiragem se esgotaram! Quem ainda não garantiu seu exemplar, não se preocupe que uma segunda tiragem tá vindo aí! Acompanhe pela fanpage do livro e pelo perfil da Editora Oito e Meio no Facebook.

Fiquei feliz demais em saber que o livro foi tão bem recebido e resolvi postar minha segunda ilustração para ele. A primeira você pode ver clicando aqui. Fiquem com o segundo desenho:

Alliah - Copacabana - Ilustração 2 - Menor

 

Tudo se morde em Copacabana

Esse mês será lançada pela Editora Oito e Meio a coletânea Para Copacabana, com amor, com organização de Daniel Russel Ribas. Eu participo do livro com duas ilustrações e o conto Tudo se morde. Já dei uma bisbilhotada no material e posso falar que o resultado é um livrão delicioso. Além de mim, mais cinco ilustradoras contribuíram com artes. São elas: Ana Muniz, Fernanda Franco, iida (Idalina Silva), Leticia Hasselmann e Maria Matina. Os autores são: Alliah, Saulo Aride, Flávia Iriarte, Cesar Cardoso, Eugênia Ribas-Vieira, Luísa Borges Pontes, Leandro Jardim, Raphael Montes, Bruna Maria, Mayra Lopes do Couto, Verônica Ferreira, Leonardo Marona, Maria Dalm, Paula Gicovate, Márcio Menezes, Vinícius Faustini, Ana Carolina Aquini, Mariel Reis, Flávia Muniz Cirilo, Veronica Fantoni, Rodrigo Vrech, Vivian Pizzinga, Daniel Russell Ribas, Danielle Schlossarek.

O lançamento vai rolar dia 21 de novembro, a partir das 19hrs, no sebo Baratos da Ribeiro. Detalhes e endereço aqui.

Agora fiquem com uma frase do meu conto e uma das ilustrações que fiz para o livro.

Você gargalhava como se houvesse acabado de nascer e não entendesse a crueza do mundo.

Ilustração em preto e branco de Alliah do livro Para Copacabana, com amor.

Do nu

Sente-se claramente que, quando Ticiano dispõe uma Vênus da mais pura carne, molemente congregada sobre a púrpura na plenitude de sua perfeição de deusa e coisa pintada, pintar foi acariciar, juntar duas volúpias num ato sublime, onde o domínio de si mesmo e de sua técnica, o domínio da Bela Mulher com todos os sentidos, se fundem.

O carvão de Ingres persegue a graça até a monstruosidade: nunca as costas são macias e longas o bastante, nem o colo flexível o bastante, e as coxas lisas o bastante, e todas as curvas do corpo condutoras o bastante do olhar que as envolve e toca mais do que as vê. A Odalisca está mais próxima do plesiossauro, faz sonhar com o que uma seleção bem dirigida teria feito com uma raça de mulheres especializadas há séculos no prazer, como o cavalo inglês o é na corrida.

Rembrandt sabe que a carne é lama que a luz transforma em ouro. Suporta e aceita o que vê: as mulheres são o que são. Encontra apenas obesas ou descarnadas. Até mesmo as poucas mulheres belas que pintou o são devido a não sei que emanação de vida mais do que à forma. Não teme as barrigas caídas, os membros grossos, as mãos vermelhas e pesadas, os rostos muito vulgares. Mas aqueles traseiros, aquelas panças, aquelas tetas, aquelas massas carnudas, feiosas e serviçais que ele traz da cozinha para o leito dos deuses e dos reis ele os impregna ou os toca com um sol que é só dele, mescla como ninguém o real, o mistério, o bestial e o divino, a técnica mais sutil e a mais poderosa, e o sentimento mais profundo, o mais solitário que a pintura jamais expressou.

— Paul Valéry em Degas dança desenho (Degas danse dessin, no original). Tradução de Christina Murachco e Célia Euvaldo publicada em 2003 pela Cosac Naify. O original saiu pela Editions Gallimard em 1938.

Eu gosto é dos carecas

Ano passado eu fiz um Top 5 de referências da cultura pop que se enraízam na minha ficção e na minha arte. O post, publicado no blog da Editora Draco, levantou um padrão que eu mesma não tinha notado antes: meu gosto pelos carecas. A sequência de carecas estilosos no meu Top 5 é a seguinte: King Mob (e, consequentemente, Grant Morrison), Spider Jerusalem e China Miéville. Depois, pensanso melhor, vi que dava pra incluir mais gente aí: Dr. Manhattan, por exemplo, sempre presente aqui no blog através do hidrogênio azul ali no meu crânio de veado. E Hellboy, meu demônio favorito.

Mas qual é o segredo dos carecas? A que sociedade secreta eles se filiam? Quais são seus planos de dominação universal? Quais frequências de ondas eletromagnéticas suas carecas brilhantes capturam e transduzem em manipulação psíquica hiperdimensional?

Okay, acho que falei demais. Daqui a pouco algum careca de preto vai entrar pela janela e sumir com meu corpo.

Bem, que venha o King Mob. E que me leve para os cuidados da Ragged Robin. Pegael, Ragged Robin.

Mas enquanto isso, olhem só essa série de carecas famosas que o ilustrador Fernando Perottoni fez.

Ilustração da careca do Dr. Manhattan, de Watchmen.