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Categoria: A Voz dos Leitores

Saiu resenha nova do Metanfetaedro

Esse sábado a Lady Sybylla, Capitã Cósmica do blog de ficção especulativa Momentum Saga, postou uma resenha para meu livro de contos Metanfetaedro:

Alliah tem um jeito intenso de descrição, muito vívido, colorido, intenso, algumas vezes sendo até repulsivo, tamanho o nível de detalhe em que sua narrativa chega. Você se sente, profundamente, integrado com as sensações dos personagens, com a atmosfera das cidades e com os odores dos corpos, das cidades, dos objetos.

Leia a resenha inteira. Muito obrigado, Sybylla!

É sempre uma boa surpresa quando aparece alguém falando do Metanfetaedro em 2015, porque o livro saiu em 2012 e eu tenho essa noção (impulsiva, sem nenhum embasamento) de que obras de nicho publicadas por editoras pequenas têm uma vida curtinha e depois evaporam para o éter.

Ou pode ser só uma insegurança moleca mesmo.

Sabe que não lembro a última vez que reli o Metanfetaedro? Rola um medinho. Tava comentando lá no twitter esses dias. Ainda gosto muito do que escrevi naqueles contos, mas hoje percebo o quanto o livro é afobado—e entendo isso no contexto d’eu ter escrito aquelas histórias com 19/20 anos e publicado com 21. As entrelinhas são bem pessoais também. Há um pouco de autobiográfico aqui, e um muito ali—o conto do Jardim de Nenúfares Suspensos, que escrevi imediatamente após receber a notícia da morte de um amigo, que me fez repensar minha própria mortalidade e meu histórico suicida. Acho que ainda não tenho conhecimento do escopo de eviscerações emocionais que meti naquele livro. Talvez mais alguns anos de distanciamento e eu posso voltar àqueles mundos hiperfractais.

Se você quiser comprar um exemplar, só me pedir por email. Tá R$35 com frete incluso para qualquer lugar do país. Mais dedicatória e autógrafo. Posso mandar também para endereços internacionais, mas nesse caso a gente negocia o valor do frete.

Ah, e ainda tenho exemplares do livro Paradigmas Definitivos também. Esse sai por R$25. Só mandar email.

O que os leitores falam sobre o Metanfetaedro – Parte IV

Dá um pulo aquiaqui e aqui para ler os posts anteriores com as impressões dos leitores.

No post de hoje vou citar duas resenhas. Uma delas já saiu há algum tempo e possui um título que qualquer escritora em seus twentysomethings que nem eu gostaria de ver: Um bem-vindo atrevimento. O texto é do crítico Antonio Luiz M.C. Costa. Começa assim:

É comum a literatura de fantasia e ficção científica pecar pela falta de ousadia. Demasiados escritores que adoram colocar seus personagens em situações terrivelmente perigosas se recusam a sair de sua zona de conforto e correr riscos como autores. São muitos os textos que não passam de variantes de best-sellers e blockbusters da moda.

Esse foi um erro que a autora de Metanfetaedro (Tarja Editorial, 232 páginas, R$ 43,99), fluminense que assina com o pseudônimo de Alliah, não cometeu. Cada um dos oito contos é deliciosamente atrevido ao criar seus mundos, personagens, linguagens e situações. O que não falta é garra e disposição de se aventurar para além das convenções da literatura de aventura.

Leia o resto no blog do Antonio na Carta Capital.

A segunda resenha é mais fresquinha. Saiu ontem. Ou hoje, se você contar que foi no começo da madrugada. O texto é da Paula Sanches, que ganhou um exemplar do Metanfetaedro num sorteio que eu fiz aqui no blog. (E também levou uma arte original).

Metanfetaedro, de Alliah. O que escrever? Como exprimir em palavras as sensações que em mim foram despertadas através deste livro? Minha mente realmente viajou para lugares fantásticos, inesperados, vertiginosos, frios, lamacentos, arenosos, espaçosos, claustrofóbicos e outros tantos lugares sem igual e, certamente, diferentes de todos os que já visitei. Imaginem só a minha reação! Espanto, felicidade, tristeza, raiva, nojo, êxtase. Uma gama enorme de reações para um único livro e oito contos, nem todos mencionados durante a resenha.

Metanfetaedro é o tipo de leitura “tapa na cara, soco no estômago”, um convite para aqueles que querem se perder ou se encontrar, como Cristina Lasaitis escreve no prefácio da obra, nos lisérgicos mundos de Alliah.

Leia a resenha inteira no blog Electric Beans.

O que os leitores falam sobre o Metanfetaedro – Parte III

No post de hoje, o espaço é do Vilto Reis e do Pablo. Primeiro o Vilto, que fez uma resenha deliciosa do livro, publicada no Homoliteratus e no Histeria. Dá só uma olhada num trechinho:

Fico olhando para uma capa – verde, contorcionismo para ler o título, desenho de uma, possivelmente, mulher – e lembro da sensação deliciosa que tive ao pegar o Metanfetaedro (nota 1: adicionar palavra ao dicionário do Word) na mão. Sério, não é possível que alguém que tenha ouvido o PodFiction#Extra – “Quem atirou na minha cabeça?”, ou acompanhe o blog alliahverso, como eu, não tenha curiosidade de ler um livro inteiro da Alliah (nota 2: evitar conversa de ela ser jovem, brasileira et cétera, como se esta fosse uma justificativa para fracassar e ela uma raridade por não ter fracassado).

Aí eu pego o tal livro na mão e penso: tá legal, vamos ver o que é esta p… de New Weird – sim, esta foi a minha primeira experiência com o gênero, que, diga-se de antepassagem, é alguma coisa entre uma mistura de Kafka e Salvador Dalí, mas com uma pitada de David Foster Wallace, se ele escrevesse fantasia, ou terror, ou ficção científica (nota 3: fugir de comparações aleatórias desnecessárias) –; e, adivinhem, surpreendi-me.

Leia o resto no Homoliteratus ou no Histeria (site desativado).

E o próximo leitor é o Pablo, que lá no espaço de resenhas da página do Metanfetaedro no Skoob, deixou um comentário curiosíssimo e bem bacana. Sente só:

Se um dia eu vier a conhecer Alliah pessoalmente um pouco da magia desaparecerá desse mundo. Digo isso porque criei uma imagem dela muito particular ao ler esse livro curioso e instigante. Tão particular que nem a vejo como uma pessoa real! O_O

Na minha cabeça, Alliah é uma daquelas personagens de sexualidade bruta desenhada pelo Simon Bisley e com a boca suja proporcionada por um Frank Miller. Ela andaria por aí com os cabelos despenteados, uma garrafa a tiracolo (para consumo próprio ou no caso de precisar de um coquetel molotov de improviso) e um símbolo da Anarquia estampado no peito. Atraente e perigosa.

Leia o resto aqui.

Mais pra frente o cara comenta que eu devo ser early reader d’Os Invisíveis! Há! Admito que sou heavy user dessa HQ. E, sim, foi através dela que eu dei uma lambida no pescoço do universo.

Até agora parece que os leitores do Metanfetaedro estão sendo devidamente sacudidos e desossados para fora de suas geometrias. Gosto disso. Amo foder com a cabeça de vocês. Aliás, da próxima vez que alguém me perguntar o motivo que me levou a ser escritora, responderei exatamente isso: pelo prazer de foder cabeças.

O que os leitores falam sobre o Metanfetaedro – Parte II

O post de hoje é de mais dois leitores. A primeira é a Tânia Souza (que também é escritora e integrante do Quotidianos). Em seu blog, Tânia contou suas primeiras impressões sobre o livro num post que me deixou muito feliz. Olhem só:

“Chegou por aqui um livro que estava bem curiosa para ler, o Met… [ ahn, um instante para conferir e escrever corretamente ], pronto, o Metanfetaedro.

E por que estava curiosa? Eu gosto dos contos da Alliah, eles são super diferentes e ao mesmo tempo, carregam o que há de legal na literatura fantástica: não são comuns, banais ou realistas; mas dentro do estranhamento imenso que personificam, trazem pontos que poderiam ser reconhecidos em um passante qualquer desse universo conturbado que perambulamos .

Ah, confesso, não conheço a literatura new weird, (link para um texto muito bom no Mundo Fantasmo) portanto, é na base do experimentar para ver o que há mesmo. Então, desde que vi a divulgação, quis ler.

Cheguei a conclusão que o que há é diversão.
E que não dá pra se divertir e sair como se chegou.

E os personagens não são passageiros, ou seja, você pode “esquecer” deles, mas não totalmente, sempre deixam resquícios no leitor. É como a sereia do que o leitor encontra no primeiro conto do livro … sintetiza o mundo ao seu redor, real ou imaginado, mas reinventando-o em sua própria pele. O que quero dizer sobre os personagens como Iara, Mogul e Marmelo é que eles ficam, mesmo que você não os conheça tão bem, a autora consegue transmitir ao leitor o que possuem de melhor, ou pior, em essência.

E dá uma certa exasperação, do tipo, como assim acabou? Mas eu queria saber mais dessa persona/máquina/coisa/cidade/esquisitice/sinfonia.

Então, você pode encontrar poesia, tristeza, melancolia, raiva, risos e muito, muito espanto. E eu gostei disso.
**

* As ilustrações são lindas.
* Na dedicatória, a autora sugeriu um ” aprecie sem moderação”, mas no meu caso já sei que será preciso ler Metanfetaedro em doses homeopáticas. Para aproveitar todas elas.”

O segundo leitor é o Guilherme Mendes, que muito gentilmente veio falar comigo através do Facebook para dizer que adorou o livro e que o divulgou em seu instagram de indicações literárias:

Leitor - Guilherme Mendes - Metanfetaedro - Instagram

Muito obrigada pelo carinho, Tânia e Guilherme!

E você, já tomou sua dose de Metanfetaedro?

O que os leitores falam sobre o Metanfetaedro

Hoje não vou tagarelar aqui no blog. Dessa vez quem tem a palavra são os leitores do Metanfetaedro:

Nos comentários desse post aqui, na minha página do Facebook, o Paulo Elache deixou suas impressões:

Comecei a ler New Weird com o excelente conto de Jacques Barcia “Uma vida possível atrás das barricadas”, que saiu na antologia “Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário” (Tarja Editorial, 2009), seguido de “A Situação” de Jeff VanderMeer (também pela Tarja Editorial), uma “realidade” alucinadamente estranha e, mesmo assim, parecida com muita organização empresarial que conheço. E aí cheguei no “Metanfetaedro”, da Alliah, muito bom, maluquíssimo, leitura que te tira do eixo, chacoalha e vomita na sua cara, para depois te largar numa rua escura, onde você para, pensa um pouco no sentido da vida e grita: What a fuck I’m doing with my life, man? Parabéns Alliah, literatura de qualidade, texto fluido e claro, gostoso de ler.

E lá no Skoob, na página do livro, o leitor Sérgio Suzart escreveu:

Metanfetaedro, eleve sua mente! =]

Um excelente livro no estilo ‘new weird’, que convida o leitor à pensamentos profundos e divagações sobre o desconhecido ou o inesperado. Um estilo que particularmente me fascina por trazer mil interpretações e metáforas em cada frase, sem realmente fazer menção à nada, mas de maneira caoticamente harmoniosa.

Com suas pitadas ácidas de humor, um pouco de noir e tiradas espetaculares, Metanfetaedro é uma verdadeira injeção de estimulantes cerebrais. Ao abrir Metanfetaedro, esteja ciente de que sua mente nunca mais será a mesma… Prepare-se para um verdadeiro estupro cerebral (no bom sentido)!

Muito obrigada, Paulo e Sérgio! Fico super feliz que tenham curtido as histórias e absorvido tão intensamente a estranheza violenta do livro.

E você, já tomou sua dose de Metanfetaedro?