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Mês: agosto 2017

Lendo cyberpunk e transhumanismo na ficção nacional

Ilustração que fiz para o Inktober 2016 misturando Ghost In The Shell e Pokémon.

Em novembro do ano passado, eu tuitei pedindo por recomendações de obras nacionais cyberpunk ou que tocassem em questões transhumanistas. Queria compilar uma lista para ler/reler e resenhar aqui no blog porque leio/assisto muita coisa anglófona nesses subgêneros e preciso ter uma noção melhor do que está sendo feito em terras brasileiras. Mas (por motivos de: vida), só agora tô retomando a ideia e encaixando nos trilhos.

Também devo fazer um ensaio sobre meu próprio histórico lendo e consumindo esses subgêneros desde minha primeira publicação em 2009 e a evolução das minhas relações com transhumanismo, corpo e tecnologia e postar lá no Mural para apoiadores. Quem me viu gritando sobre Shaw/Root/Machine no Twitter durante o final de Person of Interest e depois sobre Westworld, já sabe que tenho 734 quilômetros de coisas a dizer.

Bem, vamos à lista, que ainda está em formação (notem que há muito mais homens que mulheres e quase todos são brancos, preciso dar um jeito nisso). Entram na lista desde contos avulsos até romances e obras de artes visuais (quadrinhos, ilustrações, animações e jogos, quando eu achar algum jogo) e audiovisuais nos gêneros cyberpunk, pós-cyber e qualquer FC que lide com transhumanismo ou IA. Meus critérios para escolher as obras são puramente pessoais dentro daquilo que eu tô afim de ler: autores/as que eu já gosto, adicionei na lista sem pensar duas vezes, e autores/as que ainda não conheço, adicionei depois de ler alguma amostra e achar interessante. Não terei agenda para postar as resenhas. Vou lendo e escrevendo conforme meu tempo permitir. Os títulos marcados em negrito são aqueles que eu já possuo o livro impresso ou digital. Os outros ainda preciso comprar quando sobrar uns dinheiros. Se o/a autor/a ou editora quiser me ceder um exemplar para resenha, é só entrar em contato. Serei muito grato. 😀

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Leituras de Julho/2017

I. No começo de julho saiu uma entrevista muito boa com Luiz Bras no Dossiê Ficção Científica da Revista Com Ciência. O papo é sobre os estados, sabores e transformações da FC brasileira e sobre as descobertas e pesquisas científicas que tão mordendo o calcanhar da ficção contemporânea para devorar a realidade. Esse mês terminei de ler seu livro Distrito Federal, que ele comenta na entrevista:

Distrito Federal apresenta muitos enredos paralelos, mas o principal é a corrupção moral na política brasileira. É uma narrativa em que a alta tecnologia encontra o sobrenatural, reforçando a famosa premissa de Arthur C. Clarke: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”. Os dois personagens centrais − um ciborgue possuído por um espírito maligno e uma inteligência artificial sofisticadíssima − desvelam ao leitor uma realidade social perversa, pós-humana, em que a luta de classes ocorre agora também no plano evolutivo.

Gostei muito da maneira como a linguagem utilizada na rapsódia soou como um instrumento de percussão eletrônica que foi hackeado–nas repetições, nas recorrências, nas referências cruzadas, no retorno autossemelhante. Mas não foi um livro que li rápido. Requer algumas intermissões. Deu vontade de ver esse texto adaptado (e expandido?) para algum mamute interativo multimídia ao estilo de Homestuck ou 17776. O volume com ilustrações e capa dura tá muito caprichado.

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