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Mês: Março 2014

“Não é homofobia, mas…”

Essa segunda saiu um episódio novo do podcast feminista We Can Cast It, capitaneado por Aline Valek e Gizelli Souza. O episódio – com Clara Averbuck de convidada – fala sobre representação e visibilidade de mulheres na literatura, mulheres como escritoras e personagens. O papo é excelente e tem uma trilha sonora bem gostosinha. Mas o que quero destacar aqui é um post de Olivia Maia que foi citado na conversa, chamado Ser escritora. Quero destacar dois parágrafos, mas leia o texto inteiro no site da autora, que é um tapa muito bem dado:

ora, porque a maioria dos protagonistas da literatura universal são sempre homens, de forma que o normal da literatura é o protagonista homem, e toda protagonista mulher precisa ser justificada, estar ali para provar alguma coisa ou demonstrar qualquer questão muito exclusivamente feminina. ela não pode ser mulher simplesmente porque nasceu assim, cazzo, e o livro não precisa ser sobre questões femininas, como se todo livro com um protagonista homem fosse sobre questões masculinas.

o foda de ser escritora mulher é o tempo todo precisar se justificar. dizer que aquela personagem não é seu alter-ego. é cansar de fazer personagens homens, para se desviar desse monte de dedo apontado. e afinal também esses a gente tem que justificar, e até parece que uma escritora mulher poderia escrever de forma convincente sobre um homem.

Essa realização é tão verdadeira que dói. E assim que eu li essas palavras, percebi que algo bastante similar acontece com personagens queer.

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Obras online disponíveis gratuitamente de escritoras brasileiras de FC&F

Seguindo o post de indicações de escritoras nacionas, a Ana Cristina compilou 20 obras disponíveis online gratuitamente para o pessoal ler. Ou ouvir. No meu caso, o conto indicado foi a versão em áudio de Quem atirou na minha cabeça?, dramatizado por Paulo Elache em seu podcast PodEspecular. (Trigger warning: ouça com fones de ouvido, porque há uma quantidade obscena de palavrões. Cês sabem, né. Meu jeitinho). Uma versão estendida dessa história foi publicada em ebook pela Editora Draco e tá só R$ 2,99. Clique aqui para saber onde comprar. Para conhecer outros trabalhos meus, dá uma conferida na minha lista de publicações. Mas, se o que você quer mesmo é curtir um 0800, minhas obras disponíveis online são:

Moleque, conto new weird publicado no meu livro Metanfetaedro (Tarja Editorial, 2012).

Imaginística, conto de fantasia stonepunk publicado na coletânea Retrofuturismo ~ Compêndio do Comendador Romeu Martins sobre Variantes do Punk e suas Associações Inimagináveis (Tarja Editorial, 2013).

Morgana Memphis contra a Irmandade Gravibranâmica, conto de ficção científica publicado na coletânea A Fantástica Literatura Queer ~ Volume Vermelho (Tarja Editorial, 2011).

Just Like Jesse James, conto de weird western publicado na coletânea Cursed City ~ Onde as Almas não têm Valor (Editora Estronho, 2011).

Pequenas histórias publicadas no coletivo Quotidianos, ilustradas por Rogério Geo.

Meu livro de contos com ilustrações Metanfetaedro, publicado pela recém-fechada Tarja Editorial, está à venda diretamente comigo por R$ 35, com frete incluso para qualquer lugar do Brasil, autógrafo e dedicatória. São os últimos exemplares disponíveis. O livro não terá novas tiragens. Então, se quiser garantir o seu, entre em contato por email.

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Escritoras brasileiras de literatura fantástica

Ontem a Ana Cristina Rodrigues publicou em seu blog pessoal uma lista de escritoras nacionas de FC&F que ela curte e recomenda. Eu tô lá na lista. Obrigada, Ana! *abraça*

Pouco tempo depois do post entrar no ar, a Ana começou a receber alguns hate comments anônimos de gente que não concordava com a lista porque achava que fulana é melhor que beltrana, ou que tava faltando nome ou nomes que tavam lá só porque a Ana tem amizade com a pessoa e blá blá feijoada nada acontece. O pior é perceber que eu nem fiquei surpresa em ver que a Ana tava recebendo hate comment. Sinal de que o ambiente não anda saudável há muito, muito tempo.

Reproduzo abaixo um trecho do post do autor americano Chuck Wendig sobre a recente polêmica envolvendo Jonathan Ross e a premiação do Hugo:

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