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Mês: Janeiro 2013

As relações entre uma comédia romântica lésbica e um problema de física

Imagine Me & You sempre foi minha comédia romântica lésbica favorita. O filme tem lá sua dose de clichês do gênero, claro. O amor à primeira vista, por exemplo, mas que acontece num momento inusitado: durante o casamento de uma delas. Mas o filme é tão bem escrito (com um senso de humor excelente) e é tão adorável que não tem como não gostar. Aparentemente eu não estou sozinha nesse grude, porque lembro de ter visto uma votação pública de melhor filme lésbico no AfterEllen e Imagine Me & You aparecia perto do topo. Ou seja, quem não curte o casal Lena Headey e Piper Perabo, bom sujeito não é. Ah, quase esqueço, além de tudo o filme se passa na Inglaterra. Sotaque britânico, meus amigos, sotaque britânico.

Cena do filme Imagine Me & You.
Cersei e Daenerys. Não, pera.

Mas o que me levou a escrever esse post foi um problema físico que é apresentado (e respondido) no começo da história para depois ser resgatado como metáfora lá na frente numa cena de ruptura.

O que os leitores falam sobre o Metanfetaedro

Hoje não vou tagarelar aqui no blog. Dessa vez quem tem a palavra são os leitores do Metanfetaedro:

Nos comentários desse post aqui, na minha página do Facebook, o Paulo Elache deixou suas impressões:

Comecei a ler New Weird com o excelente conto de Jacques Barcia “Uma vida possível atrás das barricadas”, que saiu na antologia “Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário” (Tarja Editorial, 2009), seguido de “A Situação” de Jeff VanderMeer (também pela Tarja Editorial), uma “realidade” alucinadamente estranha e, mesmo assim, parecida com muita organização empresarial que conheço. E aí cheguei no “Metanfetaedro”, da Alliah, muito bom, maluquíssimo, leitura que te tira do eixo, chacoalha e vomita na sua cara, para depois te largar numa rua escura, onde você para, pensa um pouco no sentido da vida e grita: What a fuck I’m doing with my life, man? Parabéns Alliah, literatura de qualidade, texto fluido e claro, gostoso de ler.

E lá no Skoob, na página do livro, o leitor Sérgio Suzart escreveu:

Metanfetaedro, eleve sua mente! =]

Um excelente livro no estilo ‘new weird’, que convida o leitor à pensamentos profundos e divagações sobre o desconhecido ou o inesperado. Um estilo que particularmente me fascina por trazer mil interpretações e metáforas em cada frase, sem realmente fazer menção à nada, mas de maneira caoticamente harmoniosa.

Com suas pitadas ácidas de humor, um pouco de noir e tiradas espetaculares, Metanfetaedro é uma verdadeira injeção de estimulantes cerebrais. Ao abrir Metanfetaedro, esteja ciente de que sua mente nunca mais será a mesma… Prepare-se para um verdadeiro estupro cerebral (no bom sentido)!

Muito obrigada, Paulo e Sérgio! Fico super feliz que tenham curtido as histórias e absorvido tão intensamente a estranheza violenta do livro.

E você, já tomou sua dose de Metanfetaedro?

[Ilustração] [NSFW] Em homenagem aos 666

A vida na interwebz é cheia de bobageiras numéricas irrelevantes e comemorações exageradas para fatos desimportantes. E é aí que reside a diversão da coisa. Falei lá no twitter que quando chegasse aos 666 seguidores, faria uma ilustração erótica em comemoração. Pois bem, alcancei o número da besta ontem e aí está a ilustra para vocês, queridos desconhecidos:

Alliah - Erotica - Raposa - MenorPensei em jogar uma cor no desenho, mas percebi que gosto muito mais dele assim, só no nanquim com traços limpos e pouquíssimas hachuras. Acho que fica bem mais forte e expressivo.

Sobre o crânio, é um crânio de raposa cinzenta. Por isso as orelhas e o rabo.

Mas por que, pelas ventosas macarrônicas de Cthulhu, você desenhou uma mulher com uma cabeça de crânio de raposa? 

Primeiro porque a porra do desenho é meu e eu desenho o que eu quiser.

Segundo porque eu gosto de crânios, cara, me deixa! Tem um gigante aí no topo do blog há séculos e cês num tão criando caso com ele.

Sujando as mãos

Eu adoro quando o caos resolve trabalhar a meu favor. No post passado, o último de 2012, eu falei de The Virgin Suicides e falei um pouco do meu romance (em andamento). Postei até um trechinho do bendito. Mas se você leu, você lembra que eu destaquei uma cena em que uma personagem chama os cidadãos de Outubro para sujarem as mãos, e que essa é uma mensagem que eu acho necessária e urgente para o tempo em que vivemos. Pois bem, nesse começo de ano, me deparei com um trabalho do designer Roland Reiner Tiangco que trata justamente disso. O trabalho consiste num pôster que, para se fazer visível e compreensível, te obriga a sujar as mãos. Confira a arte nesse link.