Leituras de Abril/2017

Já posso dizer que estou cumprindo pelo menos um dos meus objetivos para o ano: ler mais ficção. Talvez pela natureza dos livros, minhas leituras de não-ficção estão andando a passos mais vagarosos, enquanto devoro romances em dois ou três dias e vou preenchendo o tempo entre literaturas com newsletters e artigos em blogs e revistas. Desde que parei de olhar timelines, minha inbox de newsletters não acumula mais como antes. O que eu preciso é fazer um esforço para ler mais contos online. Tenho uma cacetada guardados no Pocket e acabo esquecendo.

Voltei a usar o app do Kindle para PC. Resolvi tentar uma última vez reinstalar o programa e dessa vez o bicho tá funcionando direitinho. Ainda não sei qual foi o problema que bugou da outra vez, mas seja lá o que for, a atualização resolveu.

As imagens que estou usando para ilustrar os posts das leituras mensais são do tumblr People Reading In Movies. Daqueles tumblrs que se já não existissem, eu teria que inventar.

Livros de ficção

> Station Eleven, de Emily St. John Mandel. Romance. 337 páginas. Publicado por Knopf, 2014. [Goodreads]
> The Collapsing Empire, de John Scalzi. Romance. 336 páginas. Publicado por Tor Books, 2017. [Goodreads]
> American Gods (Tenth Anniversary Edition), de Neil Gaiman. Romance. 635 páginas. Publicado por William Morrow, 2011. [Goodreads]
> Lock In, de John Scalzi. Romance. 337 páginas. Publicador por Tor Books, 2014. [Goodreads]
> Binti (Binti #1), de Nnedi Okorafor. Novela. 96 páginas. Publicado por Tor, 2015. [Goodreads]
> Home (Binti #2), de Nnedi Okorafor. Novela. 176 páginas. Publicado por Tor, 2017. [Goodreads]
> Passing Strange, de Ellen Klages. Novela. 224 páginas. Publicado por Tor, 2017. [Goodreads]
> The Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood. Romance. 325 páginas. Publicado por Harcourt, 1998. [Goodreads]

Contos disponíveis online

> Not an Ocean, But the Sea, de Nino Cipri. Publicado na Arsenika, 2015.
> The Ghoul, de Jean Muno. Publicado no Weird Fiction Review, 2014.

Leituras em andamento

A New Kind of Science, de Stephen Wolfram. Livro de não-ficção. Publicado por Wolfram Media, 2002. [Goodreads]
Chaos: Making a New Science, de James Gleick. Livro de não-ficção. Publicado por Open Road Media, 2011. [Goodreads]
> Molecular Red: Theory for the Anthropocene, de Kenneth McKenzie Wark. Livro de não-ficção. Publicado por Verso, 2015. [Goodreads]
> Everything Change: An Anthology of Climate Fiction, org. Manjana Milkoreit, Meredith Martinez e Joey Eschrich. Vários autores. Livro de contos. Publicado por ASU Imagination and Climate Futures Initiative, 2016. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]
The Space of Literature, de Maurice Blanchot. Traduzido para o inglês por Ann Smock. Livro de ensaios. Publicado por University of Nebraska Press, 1989. [Goodreads]
Diante da dor dos outros, de Susan Sontag. Traduzido para o português por Rubens Figueiredo. Publicado por Companhia das Letras, 2003. [Goodreads]
Spirits of Place. Vários autores. Livro de ensaios. Publicado por Daily Grail Publishing, 2016. [Goodreads]
Landmarks, de Robert Macfarlane. Livro de não-ficção. Publicado por Penguin, 2015. [Goodreads]

Outras leituras

Seleção dos melhores artigos em revistas/jornais e posts em blogs que li durante o mês

Português:
> Maria Leopoldina: a arquiteta da independência brasileira, artigo de Thay. Publicado na Valkirias em 19 de abril, 2017.
> A liderança das mulheres indígenas e seus atuais desafios, artigo de Bia Cardoso. Publicado na Blogueiras Feministas em 19 de abril, 2017.

Inglês:
> The Black Woman Getting Ready: A Routine Rarely Portrayed in Mainstream Media, artigo de Neyat Yohannes. Publicado no The Learned Fangirl em 7 de abril, 2017.
> Spooky Action – Who’s haunting your phone?, ensaio de Linda Besner. Publicado na Real Life em 10 de abril, 2017.
> Brazil’s New Problem With Blackness, matéria de Cleuci de Oliveira. Publicado no Foreign Policy em 5 de abril, 2017.
> VanderMeer’s Ecological Mind, texto de Christine Skolnik. Publicado no Environmental Critique em 17 de abril, 2017.
> How (Not) to Talk about AI, artigo de Shreeharsh Kelkar. Publicado no CASTAC Blog em 12 de abril, 2017.
> The Peril of Being Disbelieved: Horror and the Intuition of Women, artigo de Emily Asher-Perrin. Publicado no blog da Tor em 13 de abril, 2017.
> The teens on Tumblr are all right, artigo de Aja Romano. Publicado no The Kernel em 31 de agosto, 2014.

Leituras de Março/2017

Março foi mais um mês bem levinho em leituras e pesado em ruminações existenciais e tropeços mentais. O que eu mais li em março foi fanfic, o que não é novidade para absolutamente ninguém. Devorei boa parte do arquivo do AO3 na tag Myka Bering/Helena “H. G.” Wells, personagens do seriado Warehouse 13. Tô atrasado na meta de 100 livros para 2017. Vamos ver se recupero nos próximos meses.

Livros de ficção

> Agents of Dreamland, de Caitlín R. Kiernan. Novela. 112 páginas. Publicado por Tor, 2017. [Goodreads]
> Não chore, de Luiz Bras e Teo Adorno. Novela. 152 páginas. Publicado por Patuá, 2016. [Goodreads]

Leituras em andamento

A New Kind of Science, de Stephen Wolfram. Livro de não-ficção. Publicado por Wolfram Media, 2002. [Goodreads]
Chaos: Making a New Science, de James Gleick. Livro de não-ficção. Publicado por Open Road Media, 2011. [Goodreads]
> Molecular Red: Theory for the Anthropocene, de Kenneth McKenzie Wark. Livro de não-ficção. Publicado por Verso, 2015. [Goodreads]
> Everything Change: An Anthology of Climate Fiction, org. Manjana Milkoreit, Meredith Martinez e Joey Eschrich. Vários autores. Livro de contos. Publicado por ASU Imagination and Climate Futures Initiative, 2016. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]
American Gods (Tenth Anniversary Edition), de Neil Gaiman. Romance. Publicado por William Morrow, 2011. Tô lendo 3 capítulos por semana com um grupo, em preparação pra estreia do seriado. [Goodreads]

Contos disponíveis online

> The Need for Overwhelming Sensation, por Bogi Takács. Publicado na Capricious.
> Nevertheless, She Persisted, série de minicontos. Várias autoras. Publicado na Tor em março, 2017.
> The Scholast in the Low Waters Kingdom, por Max Gladstone. Publicado na Tor em março, 2017.

Outras leituras

Seleção dos melhores artigos em revistas/jornais e posts em blogs que li durante o mês

Inglês:
> A Society In Miniature, artigo de David Byrne. Publicado no seu blog pessoal em 9 de fevereiro, 2017.
> Storytelling Through Costume: The Allure of the Red Dress, artigo de Sarah Gailey. Publicado na Tor em 23 de fevereiro, 2017.
> The Jubilee: Fill Your Boots, artigo de Cory Doctorow. Publicado na Locus Mag em 2 de março, 2017.
> Time On The Clock Of The World: How We Handle Trump. Entrevista de Susie Day com Amin Husain. Publicado na Gay City em 2 de março, 2017.
> The Greatest Journalists in Live-Action Superhero Fiction, Ranked, artigo de Emily Asher-Perrin e Molly Templeton. Publicado na Tor em 7 de março, 2017.
> Suspicious Minds: When a political regime is overtly oppressive, paranoia becomes a coping strategy, ensaio de Eric Thurm. Publicado na Real Life em 14 de março, 2017.
> Longing for Tomorrow: Science fiction blockbusters should comprise the future of emotions as well as technologies, ensaio de Mary Wang. Publicado na Real Life em 22 de março, 2017.
Unknowing Lyric, ensaio de Matthew Bevis. Publicado na Poetry Magazine em 1º de março, 2017.

Leituras de Fevereiro/2017

Eu costumava ler boa parte dos meus ebooks no aplicativo pra PC do Kindle (não tenho o aparelho). Era o aplicativo que eu achava mais confortável. Quando eu tinha opção de baixar .mobi ou .epub, sempre escolhia .mobi. Até que por algum motivo desconhecido, o aplicativo parou de funcionar. Cheguei a entrar em contato com o suporte técnico da Amazon, mas eles também não tinha a solução. Resultado: abandonei o aplicativo pra PC do Kindle e passei a ler ebooks no Icecream, que eu demorei pra pegar o gosto, mas tá indo. E os ebooks que adquiri pela Amazon, leio no aplicativo pra web.

Eu tinha planejado ler uma série de livros sobre violência em fevereiro e, como vários outros planejamentos que faço na vida, esse também não foi pra frente porque eu mesmo me atropelei com outras leituras abusadas que furaram a fila. Entre elas os livros do Wolfram e do Gleick, que comecei a ler ao mesmo tempo em que comecei a assistir as aulas de um curso de dinâmica não-linear.

Quebrando o ritmo de janeiro, quando li 12 livros, em fevereiro eu completei zero livros. Então essa breve lista será a das leituras em andamento e dos artigos recomendados.

Leituras em andamento

A New Kind of Science, de Stephen Wolfram. Livro de não-ficção. Publicado por Wolfram Media, 2002. [Goodreads]
Chaos: Making a New Science, de James Gleick. Livro de não-ficção. Publicado por Open Road Media, 2011. [Goodreads]
> Molecular Red: Theory for the Anthropocene, de Kenneth McKenzie Wark. Livro de não-ficção. Publicado por Verso, 2015. [Goodreads]
> Everything Change: An Anthology of Climate Fiction, org. Manjana Milkoreit, Meredith Martinez e Joey Eschrich. Vários autores. Livro de contos. Publicado por ASU Imagination and Climate Futures Initiative, 2016. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]

Outras leituras

Seleção dos melhores artigos em revistas/jornais e posts em blogs que li durante o mês

Português:
> Vergonha da Dívida – A real sobre o endividamento: quanto mais se tenta esconder, mais ele cresce. Matéria de Juliana Carpanez. Publicado no TAB UOL.
> Oh My Glob! A não tão amável Princesa Caroço, texto de Nicoli Saft. Publicado no Headcanons em 7 de fevereiro, 2017.
> Na polêmica sobre turbantes, é a branquitude que não quer assumir seu racismo. Artigo de Ana Maria Gonçalves. Publicado no The Intercept Brasil em 15 de fevereiro, 2017.
> Para compreender o riso. Artigo de Camila Von Holdefer. Publicado no Blog do IMS em dezembro, 2016.

Inglês:
> One Girl In The Justice League, ensaio de Tansy Rayner Roberts. Publicado no Book Smugglers em 23 de janeiro, 2017.
> On Truth, Values, Knowledge, and Identity in 2017 and Beyond, de Damien Williams. Publicado em seu blog A Future Worth Thinking About em 7 de fevereiro, 2017.
> Bad things happen for a reason, and other idiocies of theodicy, ensaio de Sam Haselby. Publicado no Aeon em 31 de janeiro, 2017.
> Immaculate Heart, ensaio de Kiki Petrosino. Publicado na Poetry Magazine em 9 de fevereiro, 2017.
> Manic Pixie Cam Girls, artigo de PJ Patella-Rey. Publicado em 23 de janeiro, 2017.
> Hearing Things, ensaio de Kastalia Medrano. Publicado na Real Life em 18 de janeiro, 2017.
> The Dying Russians, matéria de Masha Gessen. Publicado no The New York Review of Books em 2 de setembro, 2014.
> None Dare Call It a Conspiracy: Who was behind the Moscow apartment bombings that accelerated Vladimir Putin’s rise to power?, matéria de Scott Anderson. Publicado no Longform (reprint da GQ, setembro de 2009).
> What Almost Every Outbreak Story Gets Wrong, artigo de Leyla Mei. Publicado na Motherboard em 24 de fevereiro, 2017.
> Rule by Nobody: Algorithms update bureaucracy’s long-standing strategy for evasion. Artigo de Adam Clair. Publicado na Real Life em 21 fevereiro, 2017.

Outra leitura importante de fevereiro foram os dois primeiros capítulos do livro Wonder Woman: Warbringer, da Leigh Bardugo, que será lançado no final do ano. Disponível para ler online aqui.

Leituras de Janeiro/2017

Estou recuperando o ritmo de leitura de literatura que eu havia perdido desde meados de 2014 e estou bem feliz. Nesse janeiro de 2017 eu consegui não só me concentrar nos textos, mas me divertir e me satisfazer com eles–diferente do ano passado quando eu me arrastava por várias leituras fragmentadas e não-concluídas enquanto devorava quadrinhos e nada grudava muito tempo na memória.

Vamos à lista.

Não sou de fazer resenhas porque não gosto de escrever sobre uma obra tendo que me preocupar em não dar spoilers. Nos próximos dias postarei notas e observações sobre algumas das leituras.

O link do Goodreads vai te levar até a página do livro na minha estante do Goodreads, onde às vezes eu posto breves comentários e, ao final, sempre dou um número X/5 de estrelas para o livro.

Livros de ficção

> A Casa de Vidro (As Estações #1), de Anna Fagundes Martino. Novela. 78 páginas. Publicado por Dame Blanche, 2016. [Goodreads]
> Beleza Perdida, de Amy Harmon. Traduzido por Monique D’Orazio. Romance. 332 páginas. Publicado por Verus, 2015. [Goodreads]
> Trasgo #12, org. Clara Madrigano. Várias autoras. Revista de contos. 103 páginas. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]
> Gutshot, de Amelia Gray. Livro de contos. 224 páginas. Publicado por FSG Originals, 2015. [Goodreads]
> A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli. Romance. 176 páginas. Publicado por Companhia das Letras, 2014. [Goodreads]
> Stone Butch Blues, por Leslie Feinberg. Romance. 386 páginas. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]

Abandonado:
> Biofobia, de Santiago Nazarian. Romance. Publicado por Record, 2014. Larguei lá pelos 20% achando o protagonista babaca demais e a prosa um monte de boas oportunidades desperdiçadas por clichês.

Comecei a ler em janeiro e ainda não terminei:
> Everything Change: An Anthology of Climate Fiction, org. Manjana Milkoreit, Meredith Martinez e Joey Eschrich. Vários autores. Livro de contos. Publicado por ASU Imagination and Climate Futures Initiative, 2016. Disponível gratuitamente aqui. [Goodreads]

Contos disponíveis online

> When She Comes, de Onu-Okpara Chiamaka. Publicado na Apex Magazine, 2016.
> Hungry Daughters of Starving Mothers, de Alyssa Wong. Publicado na Nightmare Magazine, 2015.
> The Flesh Interface, de Mother Horse Eyes. Publicado na Terraform, 2016.
> The Lady of the House of Love, de Angela Carter. Publicado na Recommended Reading da Electric Lit, 2015.

Quadrinhos

> Supergirl: Being Super. #1. Texto de Mariko Tamaki e arte de Joëlle Jones.
> Wonder Woman (Rebirth). #5-#15. Texto de Greg Rucka e arte de Liam Sharp (#5, #7, #9, #11, #15), Nicola Scott (#6, #10, #12, #14), Bilquis Evely (#8) e Renato Guedes (#13).
> Superman (Rebirth). #1-#5. Texto de Peter J. Tomasi e arte de Mick Gray (#1-#4), Patrick Gleason (#1-#4),  Jaime Mendoza (#5) e Doug Mahnke (#5).

Livros de não-ficção

> The Brexit Crisis: A Verso Report. Vários autores. Livro de ensaios. 187 páginas. Publicado por Verso, 2016. [Goodreads]
> Por que gritamos Golpe?: Para entender o impeachment e a crise política no Brasil (Coleção Tinta Vermelha), org. Ivana Jinkings, Kim Doria e Murilo Cleto. Vários autores. Livro de ensaios. 176 páginas. Publicado por Boitempo, 2016. [Goodreads]
> Men Explain Things to Me, de Rebecca Solnit. Livro de ensaios. 130 páginas. Publicado por Haymarket Books, 2014. [Goodreads]
> Smarter Than Us: The Rise of Machine Intelligence, de Stuart Armstrong. Livreto. 53 páginas. Publicado por Machine Intelligence Research Institute, 2014. [Goodreads]
> Emergência – Este livro pode Salvar sua Vida, de Neil Strauss. Traduzido por Bruno Casotti. Livro jornalístico/Guia de sobrevivência. 396 páginas. Publicado por Best Seller, 2011. [Goodreads]
> Post-Scarcity Anarchism, de Murray Bookchin. Livro de ensaios. 308 páginas. Publicado por Black Rose Books, 1986. [Goodreads]

Comecei a ler em janeiro e ainda não terminei:
> Molecular Red: Theory for the Anthropocene, de Kenneth McKenzie Wark. Publicado por Verso, 2015. [Goodreads]
> 10 Dias Que Abalaram o Mundo, de John Reed. Publicado por Penguin-Companhia, 2010. [Goodreads]

Outras leituras

Seleção dos melhores artigos em revistas/jornais e posts em blogs que li durante o mês

Português:
> ‘Despreparo do homem heterossexual branco para lidar com fracasso o leva à violência’, entrevista com Eric Madfis por André Cabette Fábio. Publicado no Nexo em 8 de janeiro, 2017.
> A revolução brasileira de Antonio Callado, por Camilo Rocha. Publicado no Nexo em 10 de janeiro, 2017.
> Documentos da Cruz Vermelha revelam massacre de indígenas na ditadura, por Jamil Chade. Publicado na Agência Pública em 24 de outubro, 2016.

Inglês:
> The Shame of Work: Review of “The Refusal of Work: The Theory and Practice of Resistance to Work”, by David Frayne. Artigo de John Danaher. Publicado no The New Rambler em 14 de novembro, 2016.
> A Smuggling Operation: John Berger’s Theory of Art, por Robert Minto. Publicado no Los Angeles Review of Books em 2 de janeiro, 2017.
> The Spiritual Crisis of the Modern Economy: The main source of meaning in American life is a meritocratic competition that makes those who struggle feel inferior, por Victor Tan Chen. Publicado no The Atlantic em 21 de dezembro, 2016.
> M. Lamar on being your own genre, entrevista por T. Cole Rachel. Publicado no The Creative Independent em 13 de janeiro, 2017.
> I Can’t Save My Son From The Anxiety I’ve Passed On To Him, de Kevin Wilson. Publicado no Buzzfeed em 23 de janeiro, 2017.
> An Open Letter to My Sister, Miss Angela Davis, por James Baldwin. Publicado no The New York Review of Books em 7 de janeiro, 1971.
> Beyond Walking and Talking: A Post-March Postmortem with Portland Women’s March Organizer Margaret Jacobsen, entrevista por Andi Zeisler. Publicado na Bitch em 25 de janeiro, 2017.
> I’m Trying to Wreck Your Mind, That’s All, por Stacy Szymaszek. Publicado na Poetry Foundation em 16 de janeiro, 2017.
> The Full Text of ‘Bad Feminist’ Author Roxane Gay’s WI12 Speech. Transcrição da palestra de Roxane Gay, publicada na Publishers Weekly em 31 de janeiro, 2017.

Não sei como consegui ler isso tudo ao mesmo tempo em que li 80 quilômetros de fanfic (muita coisa de Lena/Kara e algumas de Root/Shaw), sem falar na horda de newsletters que eu assino. Também passei um bom tempo na Stanford Encyclopedia of Philosophy lendo sobre estética e existencialismo.

Para fevereiro as leituras que tenho planejadas são textos sobre violência (que marquei nessa tag no Goodreads). Pesquisa para um livro que estou escrevendo. Se você tiver recomendações sobre material de leitura ou vídeos sobre o tema, me manda lá no twitter.

Participando do Inktober 2016

Esse ano marca minha primeira participação no Inktober, evento criado pelo ilustrador Jake Parker e que reúne artistas do mundo inteiro para fazer um desenho/pintura por dia com tinta durante o mês de Outubro.

Eu tava há tanto tempo sem pegar nos meus materiais de arte que achei um potinho de nanquim que venceu em 2014. (Ilustrar foi mais uma das áreas descarrilhadas por minha saúde mental aloprada nos últimos anos). As canetas da Uni Pin de nanquim, porém, continuavam boas e macias, amém. Tô fazendo tudo com elas (tamanhos 0.1, 0.4 e 0.8, uma restrição técnica que me faz tomar decisões mais rápidas na hora de compor o que quero desenhar). Até agora tenho dez artes, então tô atrasado no calendário. Mas tudo bem. Tô desenhando e pintando todo dia–e esse é o objetivo do Inktober: manter a prática, criar o hábito, desenvolver seus músculos de rabisco.

Fazer uma ilustração completa por dia, mesmo composições simples e pequenas (tô usando papel creme 200g/m² em tamanho A5), requer planejamento, dedicação e disciplina. Não é à toa que voltei à minha rotina de dormir cedo e acordar cedo, que em consequência melhora meu humor e meu estado físico, que me deixa mais disposto a trabalhar e por aí vai, uma cordinha da alegria puxando a outra.

Estou postando minhas artes do Inktober no tumblr Alliah Draws e nessa thread no Twitter. Se você curtir os desenhos, compartilhe, reblogue, retuíte. É uma daquelas pequenas generosidades que qualquer pessoa pode fazer para apoiar um artista que gosta.

E estou disponível para trabalhos de ilustração. Só entrar em contato. 🙂

Desenho e Allliah para o Inktober 2016 - Dia 5.

Desenho do dia 5. Inktober 2016.

Conto “Curvas batimétricas e outros afetos”, publicado no NUPE

A galere linda do blog Nem Um Pouco Épico publicou Curvas Batimétricas E Outros Afetos, um conto que escrevi para o especial sobre relacionamentos que eles tão fazendo esse mês.

Um trecho:

Era manhã cedo de segunda-feira quando Agni me encontrou ainda de pijamas chorando no sofá da sala.

Ela tinha acabado de voltar de uma corrida, uma visão sempre deslumbrante, sua camiseta grudada no top com o suor brilhando sobre a pele, seus cabelos crespos amarrados no topo da cabeça e o Fitbit Surge abóbora disputando o centro de atenção com o Adidas verde-água. Em dois segundos, ela estava ajoelhada na minha frente, com meu rosto entre suas mãos, enxugando as lágrimas e perguntando o que tinha acontecido. Eu tentei explicar sobre a garrafa branca de 42 Below que alguém da Matilha (nosso grupo de amigos que costumava morar junto – é uma longa história que conto noutra newsletter) deve ter esquecido da festa de ontem, e como eu deveria ter sido capaz de me livrar da vodka sem maiores problemas, mas os dois dedos de bebida restantes visíveis dentro da garrafa me sugaram para um buraco negro de memórias pré-sobriedade e eu tive um ataque de pânico e “não precisa se justificar”, ela me acalmou.

Agni pegou a garrafa, andou até a área de serviço e arremessou a 42 Below pela janela. Eu só ouvi o barulho do vidro se espatifando contra a parede de concreto do prédio vizinho, que está com a construção interditada, e os cachorros da vizinhança largarem a latir numa reação em cadeia.

“Cê podia ter só esvaziado a garrafa na pia”, comentei fungando quando ela voltou triunfante e Agni deu de ombros dizendo que assim ela exorcizava os demônios do apartamento.

A gente vai precisar quebrar a louça toda, pensei. E desatei a rir sozinha até ela me apertar num abraço melecado de suor dizendo que eu precisava de transferência de calor humano (ou um incentivo para tomarmos banho juntas) e me inundar de conforto com um sorriso iluminado.

Leia o conto inteiro no blog.

E se você curte mixtapes, eu fiz uma para cada personagem: Ísis, Agni e Lira/Jake.

O NUPE também já publicou outros dois contos, Status De Relacionamento: Enrolados de Lavínia Rocha, e Conexões de Sofia Soter. Bora seguir que eles vão postar mais histórias! 😀